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Direccão Regional

Problemas dos trabalhadores do Marshoping, do Aeroporto, dos CTT e dos comerciantes do Algarve marcam jornada do PCP na Região

Foto Reunião João Dias USAL 04052020

No passado dia 4 de Maio, o PCP realizou uma jornada em que marcou presença, com o deputado João Dias, no Aeroporto e no Marshoping, para assinalar os problemas com que estão confrontados milhares de trabalhadores destes dois importantes locais de trabalho na região. Os impactos sociais e económicos das medidas de prevenção e combate ao surto epidémico fizeram-se em primeiro lugar nos locais de trabalho, com despedimentos, cortes nos salários por via do layoff ou da assistência aos filhos, férias forçadas. Medidas que na sua maioria, foram provenientes de grandes empresas que acumularam milhões de euros de lucros ao longo dos últimos anos.

Também nessa jornada, o PCP marcou presença junto às antigas instalações dos CTT em Estói, para assinalar as consequências para as populações do processo de privatização dos Correios que ficaram ainda mais expostas com a actual situação de surto epidémico. Recorde-se que, face ao descontentamento da população, o PCP já tinha tomado posição, exigindo a reposição do serviço postal naquela freguesia, bem como, a indispensável recuperação do controlo público dos CTT.

Na Freguesia de Santa Bárbara de Néxe, junto da escola do primeiro ciclo, a delegação do PCP (que contou com a participação do Presidente da Junta eleito pela CDU) chamou a atenção para a necessidade de medidas urgentes por parte do governo no fornecimento de equipamentos electrónicos e acesso à internet às crianças mais desfavorecidas, combatendo o aprofundamento das desigualdades no ensino público.

Durante a tarde, a delegação do PCP reuniu também com a direcção da USAL/CGTP-IN, onde se destacou a importância das reivindicações dos trabalhadores que foram avançadas nas iniciativas do 1ºMaio. A exigência da proibição dos despedimentos e do pagamento dos salários por inteiro, a par das medidas de protecção e segurança sanitária para os trabalhadores que estão nos locais de trabalho, foram os aspectos que se destacaram, para responder a uma situação social na região onde, só no mês de Março o número de inscritos nos centros de emprego cresceu mais de 40%.

As preocupações dos comerciantes, muitos deles micro, pequenos e médios empresários estiveram também presentes numa reunião que decorreu com a ACRAL. A paragem forçada ou voluntária de muitos empresários, a perda parcial ou mesmo total dos rendimentos, as dificuldades em aceder às medidas de apoio por parte do Governo e as preocupações face à perda de poder de compra por parte da população e às dificuldades que se colocarão a uma região que depende muito do turismo, foram alguns dos aspectos aprofundados. Nessa reunião o PCP, deu a conhecer o conjunto de propostas apresentadas na Assembleia da República, designadamente a de um apoio ao rendimento dos Micro-empresários e empresários em nome individual, a equiparação dos sócios gerentes ao regime de trabalhadores independentes, o levantamento das barreiras que estão colocadas no acesso aos apoios disponibilizados pelo governo, taxas de juro zero nos empréstimos a conceder.

Do conjunto destas visitas e encontros resultaram um conjunto de vídeos com várias declarações de João Dias, que estão a ser disponibilizadas nas redes sociais.

Faro, 5 de Maio de 2020

O Secretariado da Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP

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Perguntas ao Governo

Pergunta ao Governo 1967/XIV/1

Esclarecimentos sobre o não pagamento de salário dos mês de março aos trabalhadores do Grupo JJW Hotels & Resorts

https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalhePerguntaRequerimento.aspx?BID=116076

PCP AR

Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República

O Grupo económico JJW Hotels & Resorts é proprietário dos equipamentos hoteleiros de luxo Dona Filipa Hotel & San Lorenzo Golf Resort, Formosa Park Hotel Apartamentos, Pinheiros Altos Golf Spa & Hotels e Penina Hotel & Golf Resort. Trata-se de um grupo Hoteleiro Internacional, pertencente a um outro Grupo de investimentos vários, que tem lucrado milhões à custa da acção exploradora da administração sobre os trabalhadores, recusando-lhe aumentos salariais, retribuição do trabalho suplementar, bem como desrespeitando direitos. Num momento particularmente difícil para o país e em particular para regiões como a do Algarve que, pela predominância do Turismo, está especialmente exposta ao desenvolvimento da atual crise. Chegaram ao PCP denuncias de que este grupo Hoteleiro Internacional, face ao desenvolvimento da atual crise de covid 19, não está a cumprir com as suas responsabilidades para com os seus trabalhadores, sendo que cerca de 2/3 dos 500 trabalhadores do Grupo JJW Hotels & Resorts ainda não receberam o salário de Março.

Esta é mais uma prova de até onde o setor patronal está disposto a ir, em particular os grandes grupos económicos, que tudo fazem para salvaguardar os seus lucros à custa dos salários dos trabalhadores.

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Direccão Regional

 

Algarve é a região do País onde o desemprego mais subiu

É preciso travar os despedimentos e a degradação económica e social

IEFP Loulé 3

Os dados divulgados nesta semana pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) - não tendo as características de um Inquérito ao Emprego como aquele que é efectuado trimestralmente pelo INE (os resultados do 1º trimestre serão divulgados em Maio), permitem ter já uma ideia sobre o impacto das medidas de prevenção e combate ao surto epidémico em termos laborais.

No Algarve o desemprego registado pelo IEFP no mês de Março foi de 21 636 trabalhadores desempregados, mais 2 448 do que no mês passado (+12,8%) e mais 6 331 desempregados do que em Março de 2019, ou seja, mais 41,4% do que o desemprego registado em igual período do ano anterior, quando no plano nacional esse crescimento foi de 3%. Também segundo o IEFP, constata-se que na região do Algarve, 1 683 dos desempregados que se inscreveram ao longo do mês de Março apresentaram como razão para a sua inscrição o despedimento, assumindo-se assim, como a região do País com a mais elevada taxa de desempregados inscritos nos Centros de Emprego por razão de despedimento (38% enquanto no País é de 20%).

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