Comício em Quarteira
20 de Agosto de 2026
Comício em Quarteira
20 de Agosto de 2026
Iniciativas regionais com a presença do Secretário Geral do PCP
No Sábado, 22 de Agosto, o PCP realizou uma visita à FATACIL e organizou um jantar/comício em Olhão, ambas com a presença do Secretário Geral do PCP Paulo Raimundo.
A visita à FATACIL– Feira de Artesanato, Turismo, Agricultura, Comércio e Indústria de Lagoa, permitiu várias conversas com expositores, com artesãos e pequenos empresários ali presentes.
Vieram as dificuldades sentidas, tais como a falta de rejuvenescimento dos artesãos, a falta de apoios, os elevados custos dos materiais de produção, os preços dos combustíveis, a desigualdade fiscal com outros sectores e bens comerciais, assim como o impacto do aumento do custo de vida que se reflete nas vendas.
Já em Olhão, o jantar/comício foi antecedido de uma chegada organizada para o jantar, que percorreu toda a Avenida da República até ao Largo da Restauração. Foram muitos os que animaram as ruas de Olhão entoando palavras de ordem e com bandeiras do PCP e da JCP.
No jantar, onde participaram muitos militantes do Partido, da JCP e amigos do Partido e da Festa do Avante, o ambiente foi de grande convívio e camaradagem.
As intervenções políticas ficaram a cargo de Leonor Pintassilgo, membro da Comissão Regional do Algarve da JCP e da Direcção Nacional da JCP, de Celso Costa membro do Comité Central e responsável pela DORAL do PCP e de Paulo Raimundo Secretário Geral do PCP.
A destacar toda a força e dinâmica que a JCP tem vindo a colocar na sua actividade por toda a região, em particular a sua intervenção nas escolas, mas também junto da juventude trabalhadora.
Sobre questões regionais foi dada resposta aos recentes anúncios do 1º Ministro do Governo PSD/CDS para o Algarve.
Sobre habitação ao não se ver nenhum alívio para o grave flagelo que passam muitos algarvios para ter acesso ou manter a sua casa.
Sobre o ataque em curso ao SNS na região, é evidente o caminho escolhido pelo Governo PSD/CDS, deixar degradar o serviço público de saúde e permitir o crescimento do negócio da doença privado. O exemplo do anúncio da constituição da PPP para a construção e gestão do Hospital Central do Algarve é disso exemplo ou a abertura para breve de várias Unidades de Saúde Familiar modelo C (USF-C) em Lagos e Silves. São opções políticas, com profundo carácter ideológico e de classe, no sentido de aumentar os lucros dos grupos económicos ligados a este sector.
Sobre investimento público na região - “atraso e ausência” são o que marca a realidade algarvia. Na ferrovia, a electrificação de Linha do Algarve, tardou mas continuam a faltar investimentos, a requalificação da EN 124 e 125 não aparecem, os Portos e as barras estão à espera de obras e desassoreamento, para o problema da água não avança o essencial. A ponte Alcoutim-San Lúcar ou o matadouro regional, que tanta falta fazem nem ver.
O Algarve continua sob uma política que afunila o modelo económico no Turismo. Este modelo que tem na sua base a exploração com a prática de baixos salários, os contratos de trabalho precários, a desregulação de horários, com elevados ritmos e cargas de trabalho, em que os trabalhadores são responsáveis pela produção de uma grande riqueza (anunciada sempre aos recordes, com muitos milhões de euros) mas é lhes negada uma justa repartição. Aos trabalhadores algarvios sobra salários e pensões baixas, custo de vida insuportável e dificuldades diárias para uma vida digna.
O Algarve precisa de uma outra política, uma Política Alternativa pela qual o PCP luta e se reforça para a afirmar e construir, uma política contrária à política de direita praticada pelo Governo de PSD/CDS, com total apoio de Ch e Il, contando com PS em muitas opções.
Aos trabalhadores algarvios ficou uma palavra de valorização pelo seu papel na derrota do Pacote Laboral e um forte incentivo para que, em acção e organizados, possam continuar a luta por melhores salários e pensões, por condições de trabalho e de vida.
A Festa do Avante que se realiza dias 4, 5 e 6 de Setembro foi também dos temas destacados nas intervenções. A mais bela e fraterna festa realizada no nosso país, organizada por comunistas e muitos milhares de amigos, faz este ano 50 anos. São 50 Festas, 50 edições de grande convívio, camaradagem, juventude, cultura, desporto e luta.
Ficou uma palavra de confiança e esperança, mesmo em tempos mais difíceis como nestes que passamos, em que a vitória sobre o Pacote Laboral, toda a expressão de luta que continua a se desenvolver, são motivo para acreditar no alcançar um futuro melhor.
Faro, 24 de Agosto de 2026
O Secretariado da DORAL do PCP
Não à privatização do SNS. Defender o serviço público de saúde

A Comissão Concelhia de Silves do PCP manifesta a sua mais profunda rejeição pela implementação de uma Unidade de Saúde Familiar (USF) modelo C em Silves.
Estará para breve o início de funcionamento de uma USF - C no concelho de Silves, segundo dados apresentados esta unidade servirá cerca de 7 mil utentes e está já numa fase adiantada do processo de implementação, aguardando apenas o visto do tribunal de contas.
O contrato será celebrado por 5 anos (até 2030), com valores da ordem dos 2,9 milhões de euros. Verbas que para o reforço do serviço público estão em falta, mas para dar de negócio a privados há sempre disponibilidade.
Esta medida insere-se num ataque mais geral ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) por parte deste Governo PSD/CDS, que para tal tem o total apoio e suporte do Chega e da IL, onde o PS tem também grandes responsabilidades ao ter criado legislação para este tipo de modelo de organização das Unidades de Saúde Familiares e ao não se opor a este rumo de destruição do SNS.
A criação de Unidades de Saúde Familiar de modelo C corresponde à aplicação de um modelo de gestão privada, externa ao SNS, orientado para o lucro da empresa gestora, com um regime jurídico diferenciado e com exigências de qualidade ainda insuficientemente definidas.
Este modelo não se rege pelos mesmos princípios de funcionamento organizativo e prestação de cuidados assistenciais aos utentes, não dando garantias de assegurar uma carteira básica de serviços, como por exemplo a vigilância de grávidas e crianças, a realização de rastreios oncológicos, vacinação, consultas ao domicílio, entre outros.
Trata-se de uma opção política grave, que agrava a fragmentação do SNS, compromete o trabalho em rede e aprofunda desigualdades no acesso aos cuidados de saúde, num concelho e numa região já fortemente penalizados pela falta de respostas públicas.
Ao invés deste passo, o que se impunha era acabar com as filas à 1ª segunda-feira do mês nos Centros de Saúde do concelho, acabar com a falta de médicos e enfermeiro de família, acabar com as deslocações de utentes entre freguesias, acabar com o recurso aos serviços de urgência hospitalar por falta de acompanhamento de proximidade.
O que se impunha era o investimento e valorização dos cuidados de saúde primários, a contratação de mais médicos, enfermeiros e outros profissionais, a revisão da atractividade das condições de carreira e de trabalho, a reabilitação dos Centros de Saúde e Extensões e a dotação de equipamentos para assegurar um bom serviço às populações.
No Algarve, onde persistem dezenas de milhares de utentes sem médico de família e onde os profissionais enfrentam condições de trabalho particularmente difíceis, a criação de USF modelo C não responde às necessidades da população. Pelo contrário, irá agravar a dificuldade de fixação de profissionais no SNS, desviando médicos e enfermeiros para estruturas privadas financiadas com dinheiro público, em detrimento do reforço de uma resposta pública, integrada e universal.
O PCP reafirma que a revogação do modelo C e a existência de um modelo público único de organização e gestão dos cuidados de saúde primários — assente em USF públicas, com profissionais valorizados e com uma gestão democrática — são condições indispensáveis para garantir o direito constitucional à saúde. Um SNS forte exige investimento público, carreiras valorizadas, contratação de profissionais e uma aposta clara na promoção da saúde e na prevenção da doença.
A situação vivida no SNS, marcada por dificuldades de acesso, listas de espera inaceitáveis, encerramentos de serviços e tantos utentes sem médico de família, não resulta de inevitabilidades, mas sim de opções políticas concretas. A implementação de uma USF modelo C em Silves é mais uma dessas opções erradas, que coloca os interesses económicos acima das necessidades das populações.
O PCP continuará a intervir, contra a privatização da saúde e pela defesa e reforço do SNS, lado a lado com os profissionais, os utentes e as populações, na luta por cuidados de saúde públicos, universais, de qualidade e acessíveis a todos.
Silves, 11 de Agosto de 2026
A Comissão Concelhia de Silves do Partido Comunista Português