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8x3 Setembro 2106

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Loulé

Hotel crown Vilamourara Sind Hot 240816 005

Solidariedade com os trabalhadores ilegalmente despedidos do Hotel Crowne Plaza

Assiste-se hoje no Algarve, 42 anos depois do 25 de Abril, na era da democracia e da liberdade e após uma revolução que repôs direitos roubados durante décadas aos trabalhadores e ao povo Português, a uma feroz repressão levada a cabo pelo grande patronato do sector do turismo, precisamente num tempo, em que este sector que é predominante na economia Algarvia, apresenta chorudos proventos, que as grandes empresas do turismo, arrecadam a seu belo prazer, mas à custa de mais exploração e mais repressão sobre os trabalhadores do sector.

Entre muitas outras acções repressivas que o grande patronato da hotelaria no Algarve tem vindo a protagonizar - recusa de aumentos salariais, de pagamento de horas extraordinárias e de salários em atraso - está a repressão pura e dura, numa acção concertada para limitar e criminalizar a actividade sindical, punindo dirigentes e activistas sindicais visando amedrontar os trabalhadores.

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Tavira

Tavira não docentes11

O PCP saúda a greve dos trabalhadores Não Docentes das Escola Secundárias Dr. Jorge Augusto Correia, da Escola Básica 2/3 D. Manuel I e da Escola Básica D. Paio Peres Correia que, com uma grande participação, teve lugar entre os dias 7 e 11 de Novembro.

201602 campanha direitosfuturo logo elementos graficosPara o PCP a luta pela contractação e mais trabalhadores, contra a precariedade e pela inversão da degradação das condições de trabalho é justa e necessária.

Ao longo dos anos, os trabalhadores Não Docentes, tal como os professores e o conjunto dos trabalhadores da administração pública têm sido sujeitos a uma violenta ofensiva com cortes nos salários e remunerações, trabalho precário e agravamento das condições de trabalho. Essa ofensiva, sofreu uma importante derrota nas eleições legislativas de 4 de Outubro do ano passado, com o afastamento do Governo PSD/CDS. Foi a luta dos trabalhadores que concretizou essa derrota, e foi também, a acção decisiva do PCP que abriu caminho à reposição dos 4 feriados que tinham sido roubados, do horário de trabalho da 35 horas, à eliminação dos cortes nos salários e da sobretaxa no IRS.

Mas estes avanços, que importa valorizar, não apagam os limites e insuficiênas da actual situação política, onde o governo minoritário do PS, procura continuar a impor limites à contratação de trabalhadores, a congelar salários (estão assim desde 2009) e a patinar no combate à precariedade. Para o PCP, é preciso e é possível ir mais longe!

Defender a Escola Pública
Valorizar quem lá trabalha

A luta dos trabalhadores Não Docentes das escolas de Tavira, não só é justa porque defende mais direitos e melhores condições de trabalho, mas também, porque é uma luta em defesa da escola pública. Para abrir e manter as escolas abertas, para apoiar professores e alunos nas suas actividades, para confeccionar comida e garantir a segurança das escolas, para ter as secretarias e outros serviços a funcionar, para ter uma Escola ao serviço das crianças e jovens e das suas famílias, são precisos mais trabalhadores e com direitos.

Podem contar com o PCP!

O PCP, ao mesmo tempo que está solidário com quem trabalha, continua a intervir para não desperdiçar nenhuma oportunidade para repor e conquistar direitos. Assim foi no Orçamento do Estado, batendo-se pelo descongelamento dos salários e das carreiras, pela eleminação dos cortes no pagamento das horas extraordinárias, pela contratação de mais trabalhadores para a administração pública ou pelo aumento do subsídio de alimentação. Recentemente, o deputado Paulo Sá, eleito do PCP na Assembleia da República pelo Algarve, questionou o governo sobre a situação das escolas de Tavira.

Mas para o PCP, a defesa da Escola Pública e dos direitos de quem trabalha reclama uma outra política, que enfrente as imposições da União Europeia e do grande capital, que rompa com a submissão ao Euro e a uma dívida pública insustentável, que coloque no centro das suas preocupações o aumento dos salários, o combate à precariedade e ao desemprego. O PCP bate-se por uma política alternativa, patriótica e de esquerda que responda aos problemas do país. É preciso dar mais força ao PCP!

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