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Lagoa 1 Fev2020 O Capitalismo nao e verde climaticas 2

 

Sessão pública: O capitalismo não é verde. Uma visão alternativa sobre as alterações climáticas

1 Fevereiro – Biblioteca Municipal de Lagoa

As questões energéticas e ambientais ganharam maior relevância na vida dos povos.

Multiplicam-se esforços para legitimar uma mercantilização da natureza que procura isentar as responsabilidades do capitalismo na degradação do meio ambiente e sobre-exploração de recursos e se favorecem-se processos de natureza colonial, enquanto se alimentam conceitos como um capitalismo verde e se transferem custos para os povos do mundo. Vários movimentos políticos e sociais são levados a aceitar e defender essa “lavagem verde" do capitalismo e, ao fazê-lo, desviam a análise e a intervenção das causas de fundo que contribuem para a degradação ambiental que o mundo enfrenta.


A questão ambiental não será resolvida no contexto do sistema capitalista. A questão é fundamentalmente política e social, e não apenas tecnológica. Uma sociedade capitalista continuará a visar a concentração da riqueza e não apresentará soluções para os problemas da humanidade e da natureza.


Esta sessão pública promovida pelo PCP em Lagoa constitui uma oportunidade para centrar a discussão e análise nas principais causas dos problemas ambientais, abordando aspectos gerais como a sobre-exploração dos recursos naturais e energéticos, a exploração dos trabalhadores, a apropriação de terras, o controle de sectores estratégicos (como energia ou transportes) e a necessidade de recuperar o controle público daqueles sectores como forma de fazer cumprir as políticas públicas que podem, de facto, introduzir uma mudança na organização da sociedade e no uso de recursos com impactos ambientais efectivos.

A Comissão concelhia de Lagoa do PCP, realizará assim, no próximo dia 1 de Fevereiro às 15 horas uma sessão pública na Biblioteca Municipal de Lagoa, sobe o tema o Capitalismo não é Verde, uma visão alternativa sobre as alterações climáticas, que contará com a presença de Miguel Tiago, membro da Comissão para os Assuntos Económicos do PCP.

A comissão Concelhia de Lagoa do PCP

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Jerónimo de Sousa

Jantar-Comício

«Intervir, Lutar, Avançar»

Olhão, 25 de Janeiro de 2020

 

 

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Direccão Regional

O Algarve e os trabalhadores da Ryanair não são descartáveisavião RYANAIR

A Ryanair procedeu, no início deste ano, a um despedimento colectivo no Algarve de mais de 80 trabalhadores. Estes tripulantes de cabine, cujo contrato de trabalho estava celebrado com a Crewlink (empresa de trabalho temporário ligada ao próprio grupo Ryanair), são atirados desta forma para o desemprego, confirmando uma política de afronta e violação sistemática dos direitos dos trabalhadores na qual se funda o modelo de negócio desta multinacional.

Este é só mais um dos muitos atropelos que a Ryanair tem vindo a impor aos direitos dos trabalhadores. Foi assim quando durante largos anos se recusou a reconhecer a legislação portuguesa no que diz respeito aos direitos dos trabalhadores afectos à operação da empresa em Portugal, que só veio a reconhecer depois de uma intensa luta dos trabalhadores, embora continue sem a aplicar na sua totalidade. E tem sido assim, com a manutenção de elevados níveis de precariedade, com as constantes manobras de pressão, coacção e ameaça sobre os seus trabalhadores, impondo a desregulação de horários ou não reconhecendo os seus direitos de organização sindical.

A Ryanair é também conhecida pela recente chantagem que efectuou junto do País, ameaçando com o abandono da base localizada em Faro. Uma atitude, tão mais inaceitável quanto esta companhia de aviação tem vindo a receber ao longo dos anos largos milhões de euros de recursos públicos – incluindo de fundos comunitários – em nome do turismo e da abertura/manutenção de rotas.

Chantagem sobre a região do Algarve e o Pais, desrespeito pelos direitos dos trabalhadores, violação da Lei e da Constituição da República Portuguesa, despedimento arbitrário de dezenas de trabalhadores é este o percurso de uma multinacional que actua com completa impunidade sem que se conheça qualquer intervenção do Governo que não seja a de dar cobertura – em nome do turismo – a estes processos.

O PCP, ao mesmo tempo que manifesta a solidariedade com os trabalhadores da Ryanair, exigindo a reintegração dos trabalhadores despedidos e o respeito pelos direitos de todos os trabalhadores da empresa (incluindo com o cumprimento da legislação nacional), reclama do Governo uma atitude firme que ponha fim à impunidade com que esta multinacional actua no nosso País. Nem a região do Algarve nem o País, podem estar à mercê dos interesses dos accionistas desta ou de outras multinacionais. A defesa do Turismo em Portugal, reclama uma política que respeite e valorize os direitos dos trabalhadores e que não fique dependente das multinacionais e das suas operações de chantagem. Neste sentido, o PCP irá questionar o Governo na Assembleia da República sobre as medidas necessárias para garantir os direitos dos trabalhadores e os interesses do Algarve e do País.

Faro, 16 Janeiro de 2020

O Secretariado da Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP

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