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PCP: Sobre o incêndio em Castro MarimIMG 20210818 Castro Marim fogo 2021

Perante o desenvolvimento do incêndio que começou ontem no concelho de Castro Marim, atingindo já os concelhos de Vila Real de Santo António e Tavira, e que já provocou, até agora, a destruição de milhares de hectares de matos e florestas, ferimentos em três bombeiros, deslocação de pessoas, destruição de habitações, morte de inúmeros animais, perda de biodiversidade e prejuízos diversos que estão ainda por calcular, o Secretariado da DORAL do PCP, sem prejuízo de uma avaliação posterior mais aprofundada, considera necessário manifestar o seguinte:

1. Em primeiro lugar, num momento em que a prioridade deve ser dada à mobilização de meios para o combate ao incêndio e para a defesa de bens, designadamente de habitações, o PCP quer manifestar a mais profunda solidariedade para com as populações atingidas.

2. Sendo certo que o conjunto dos prejuízos estão ainda longe de estarem identificados, é indispensável que o Governo assuma desde já o compromisso de assegurar os apoios necessários para a reposição de habitações, explorações agrícolas, hortas e equipamentos perdidos, mas também que assegure ajudas ao rendimento perdido, e para a reconstituição do potencial agrícola e florestal.

3. O que este incêndio revela, uma vez mais, é que apesar dos sucessivos anúncios e das inúmeras alterações legislativas, entre as quais se encontra a “maior reforma da floresta”, de que falava o anterior Ministro da Agricultura, continua a bastar uns dias de maior calor para serem incontornáveis incêndios de muito grande dimensão.

4. Uma vez mais, como em momentos anteriores, o PCP reafirma a necessidade de uma outra política para a floresta e o mundo rural. Reafirma a urgência de defender a Floresta e o mundo rural, garantindo o seu ordenamento e a aposta - com rendimentos para os proprietários - nas espécies autóctones.

5. Uma outra política para a floresta que exige emprego, serviços públicos, investimento público e preços justos à produção agrícola e florestal. É que sem pessoas não é possível a gestão da floresta. Exige outra política agro-florestal. Exige opções nacionais no Plano Estratégico da PAC para o apoio preferencial à agricultura familiar e ao mundo rural do minifúndio. Exige a adopção de políticas que garantam, em contraposição à lógica capitalista, o apoio efectivo a produções e produtores que aí encontrem fonte de rendimento e compensação da sua actividade e não o incentivo para que as abandonem a favor de fileiras como a do eucalipto.

6. Neste quadro, o PCP, que não deixará de questionar o Governo sobre esta situação, reclama um efectivo desenvolvimento regional para o Algarve, indissociável de um investimento público de grande dimensão na actividade agrícola e florestal, em vez da persistência num conjunto de anúncios tantas vezes repetidos de novos programas, novos apoios, novos financiamentos, mas que não alteram estruturalmente um problema com que o País continua confrontado.

O Secretariado da Direcção da Organização Regional do Algarve

Faro, 17 de Agosto de 2021

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Autarquicas 2021

Celso Costa e Sofia Costa primeiros candidatos da CDU à Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Aljezur

A CDU- Coligação Democrática Unitária, apresenta como primeiros candidatos aos órgãos do município de Aljezur, Celso Costa à Câmara Municipal e Sofia Costa à Assembleia Municipal.

Face Celso Costa

 Celso Jorge Pereira da Luz Alves Costa, tem 44 anos, é natural e residente em Bensafrim. É empregado de mesa de profissão. É, actualmente, eleito na Assembleia de Freguesia da União das Freguesias de Bensafrim e Barão de São João. Foi eleito na Assembleia Municipal de Lagos. Foi membro do Conselho Municipal de Segurança e no Conselho Municipal da Juventude de Lagos. Foi dirigente do Sindicato da Hotelaria do Algarve. Foi dirigente associativo. É dirigente do Partido Comunista Português, sendo membro do Comité Central do PCP e da Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP.

 

 

Face Sofia Costa

 Carla Sofia da Cruz Magalhães Costa, tem 48 anos, é natural do Porto, tendo aos 19 anos passado a residir em Odeceixe. É animadora sócio-cultural. Foi dirigente do Clube Desportivo Odeceixense e da Associação Almargem. É dirigente do Conselho Português para a Paz e Cooperação. Foi eleita da CDU na Assembleia de Freguesia de Odeceixe entre 2005 e 2013. Envolveu-se ainda, e de forma activa ao longo dos anos, em várias acções em defesa da melhoria das condições de vida das populações da Costa Vicentina. É membro da Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP.

 Depois de divulgado Nelson Rocha, como primeiro candidato à Freguesia de Odeceixe, a CDU dá mais um passo na divulgação dos seus candidatos a este concelho. Brevemente serão divulgados os primeiros candidatos às freguesias do Rogil, Bordeira e Aljezur.

Num concelho em que a CDU tem tido ao longo dos anos fortes tradições de luta e intervenção, a CDU apresenta-se a estas eleições apostada em ver reforçada a confiança das populações. Com problemas diversos que não encontram resposta na maioria PS que dirige a Câmara Municipal, o concelho de Aljezur aspira a uma verdadeira mudança, que valorize o território e combata a especulação imobiliária e a sua descaracterização em nome do turismo, que promova a diversificação das actividades económicas, que valorize os trabalhadores da autarquia e as suas condições de trabalho, que concretize vários investimentos públicos que têm sido adiados, que aposte na cultura, no desporto e no movimento associativo e popular, que trate todas as juntas de freguesia sem discriminações.

Com trabalho, honestidade e competência, a CDU compromete-se a reforçar a sua intervenção em defesa dos interesses das populações, do poder local democrático e do desenvolvimento do concelho, da região e do país.

Aljezur, 27 de Julho de 2021

A Comissão Coordenadora de Aljezur da CDU

 

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Direccão Regional

ANA/Vinci tenta aproveitar-se da situação dos trabalhadores da Groundforce no Aeroporto de Faro

Face ANA Vinci tenta aproveitar se da situação dos trabalhadores da Groundforce no Aeroporto de Faro

 

A brutal crise que se abateu sobre o sector aéreo, e levou à sua quase paralisia, criou naturalmente enormes dificuldades às empresas de Assistência em Escala, que ficaram com milhares de trabalhadores sem ocupação, sem receitas operacionais e a ter que pagar à multinacional Vinci (que detém a concessão dos aeroportos nacionais) os alugueres de espaço e equipamentos.

A multinacional Vinci, a quem a ANA foi oferecida pelo governo PSD/CDS com a aceitação do PS, é igualmente a detentora da Portway, segunda empresa de Assistência em Escala a operar nos Aeroportos nacionais, incluindo no Aeroporto de Faro. Se para a Portway esse problema teria menores riscos, pois a ANA/Vinci era simultaneamente a sua proprietária e a sua maior credora, já para a SPDH/Groundforce essa questão teria naturalmente de ter sido tratada no quadro de um programa de apoio à sua sobrevivência durante a pandemia. Como o PCP vem propondo desde Março de 2020.

Neste contexto (ausência de qualquer plano público de contingência para a SPDH/Groundforce), não pode surpreender ninguém que exista uma dívida da SPDH/Groundforce à ANA/Vinci, sendo que, é na base dessa dívida, que a ANA/Vinci quer afastar a Groundforce do Aeroporto de Faro (e da Madeira) e ficar com o negócio da assistência em escala nas mãos da Portway de que é proprietária.

Num momento em que é particularmente decisivo para o país o funcionamento dos seus Aeroportos, nomeadamente para alimentar a retoma da actividade turística, vemos a sua desestabilização a crescer fruto de vontade de alguns grupos económicos em recuperar as taxas de lucros e aproveitar a ocasião para aumentar a taxa de exploração dos trabalhadores.

Se o Algarve já tinha toda a desestabilização provocada pelo accionista privado a quem ofereceram 50,1% da SPDH/Groundforce. Agora temos a Vinci/ANA a tentar afastar um concorrente da Portway, ao mesmo tempo, que procuram cercar os trabalhadores da SPDH/Groundforce e levá-los a aceitar a redução de 30% dos seus salários para manterem os postos de trabalho, com os efeitos que tal processo teria também junto dos salários e dos direitos dos trabalhadores da própria Portway.

O PCP considera que no Aeroporto de Faro não pode valer a lei da selva nas relações laborais transformando este importante local de trabalho num “santuário” dos baixos salários e de precariedade.

O PCP exige que o Governo trave as acções desestabilizadoras dos grupos económicos, e nomeadamente: nacionalize imediatamente a SPDH/Groundforce, pague os salários em atraso e as dívidas desta, e normalize a operação aeroportuária em Portugal; coloque um travão à acção predatória da Vinci/ANA e comece a adoptar medidas para a renacionalização da ANA, colocando o Aeroporto de Faro ao serviço do desenvolvimento do Algarve e do País.

O Secretariado da Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP

Faro, 20 de Julho de 2021

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